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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um dia disseram-me “Esta é a última das divas”.



Uma mulher lindíssima com toda a essência do feminino na voz.Cada som transforma-se na experiência do sublime.

Não sendo um apreciador incondicional de toda a sua discografia ou reportório em que se aventurou, tiro o meu chapéu imaginário à coragem, dedicação e dignidade.

Depois de uma prestação brilhante em Eugene Onegin, seguiu-se Thaís. Uma noite ouvi-a a cantar a emblemática ária desta ópera de Massenet “Dis-moi que je suis belle” e nessa noite disse-lhe que era belíssima.Tem um novo disco, dedicado ao Verismo, esse emblemático estilo italiano. Puccini, Mascagni, Catalani, e Giordano, são alguns dos compositores, Angelica, Manon, Mimi, Liu, algumas das personagens.

O senza mamma tocou-me especialmente… deixou-me vontade de ouvir todo o papel sem interpretado por Renée Fleming.

Ouvir Renée Flemings, um verissimo prazer.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A ver... e a ouvir

Ou não há nada ou há muito com interesse.

Na próxima sexta-feira dia 16 vou ao bailado. “Nortada” ao TMA.

Mas no mesmo dia e quase a mesma hora o Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, apresenta um programa interessantissimo.

Ludwig van Beethoven
Rondino para octeto de sopros em Mi bemol Maior, WoO 25
Wolfgang Amadeus Mozart
Serenata nº 10 para sopros "Gran Partita", em Si bemol Maior, K 361

Recordo-me da primeira vez que ouvi esta peça, que Mozart compôs no início da década de oitenta do séc. XVIII e que dividiu em oito expressivos movimentos.

A inquietante “Gran Partita” para sopros, a mim não me surpreendeu pelo virtuosismo da execução mas sim pela sofisticação da sonoridade, conseguida pelas diferentes cores dos sons dos 13 instrumentos que o compositor de Salzburgo orquestra com a magnificente mestria. As serenatas são uma forma musical muito associada ao divertimento. Sendo muitas vezes executadas em bailes e festas. No entanto, a formação invulgar para sopros, a surpreendente consistência e a sua singular duração de cerca de 50 minutos, tornam esta peça única e sublime.

Quanto à peça de Beethoven conheço muito mal…

Seria uma óptima oportunidade de a conhecer melhor e por apenas 10 Euros… Contemplando o som e a decoração neoclássica com reminiscências do barroco do salão nobre (inaugurado com o nome de “Salão das Oratórias” sendo as pinturas do tecto atribuídas a Manuel da Costa).